“Hoje a orla cheira a AIDS”, diz professor sobre parada LGBTI+ de Macapá

Homofobia

Foca no Fato que ocorreu em 5 de setembro de 2019

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Um professor de Macapá está sendo acusado de fazer postagens homofóbicas em referência à Parada LGBT+ da cidade, que aconteceu neste domingo (1º). A denúncia foi realizada por um grupo LGBT+ que reuniu as postagens e encaminhou à polícia local.

De acordo com o delegado Neuton Gomes, da 5ª Delegacia de Polícia da cidade, a investigação começa hoje, quarta-feira. O delegado afirmou ainda que o caso pode ser enquadrado como racismo, já que não há lei específica sobre homofobia. Poi outro lado, em recente decisão, o Supremo Tribunal Federal (STF) tipificou a homofobia como crime de racismo. Além do autor das postagens, as pessoas que comentaram de forma ofensiva também poderão ser investigadas. Caso sejam condenadas, essas pessoas podem cumprir de 2 a cinco anos de prisão. A pena é a mesma para casos de racismo no Brasil. Além disso, punições alternativas também podem ser aplicadas.

O coordenador da Parada LGBT de 2019, André Lopes, foi o responsável pela denúncia. Lopes ainda está a frente do Conselho Estadual de Direitos Humanos da População LGBT+. De acordo com o coordenador, as postagens foram uma surpresa pelo autor se tratar de um professor.

O acusado é responsável por duas postagens homofóbicas em referência à Parada LGBT+ de Macapá. Na primeira, ele escreveu que “Hoje, a orla de Macapá só cheira a AIDS”. Já em outra postagem, percebendo a indignação da anterior, o professor reclamou. O educador disse que os internautas estão revoltados com a postagem anterior mas não se revoltam “com o dinheiro público sendo aplicado em movimentos”.

Além de André Lopes, o representante do Fórum de ONG/AIDS do Amapá também demonstrou indignação. Para Fabrício Oliveira, atitudes como essa são inadmissíveis nos dias atuais. Além disso, a postagem ofende diretamente as mais de 2 mil pessoas que fazem tratamento de HIV na cidade.