Dono da Itatiaia é acusado de racismo ao dizer que Cazares precisa de tornozeleira eletrônica para ser ‘controlado’

Racismo

Foca no Fato que ocorreu em 4 de setembro de 2019

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O radialista e diretor-presidente da rádio Itatiaia, Emanuel Carneiro, virou o centro de uma polêmica por um comentário realizado durante o programa “Turma do Bate Bola”, que vai ao ar todos os dias na principal emissora de rádio de Minas Gerais, por volta das 18h.

Carneiro afirmou, na edição da última segunda-feira (19), que o Atlético teria de colocar uma tornozeleira eletrônica no meia equatoriano Cazares para controlar o comportamento do jogador em jogos fora de BH. A justificativa de Emanuel para a fala é que o jogador tem rendimento baixo fora da capital mineira, o que justificaria o uso do equipamento, feito para monitorar presos em liberdade condicional, ou que ainda possuem débitos com a Justiça.

“O Cazares sempre joga muito mal quando o jogo não é em Belo Horizonte. Ele sempre joga mal fora de casa. É uma situação que está se repetindo. Um atleticano antigo falou: ‘só tem uma situação para o Cazares. Bota nele uma tornozeleira eletrônica. Aí vai controlar mais o Cazares’”, disse o dono da Itatiaia.

A fala repercutiu mal e nas redes sociais Emanuel Carneiro foi acusado de racismo ao associar o jogador a um mecanismo utilizado pelo judiciário para monitorar presos.

Emanuel se pronunciou sobre o caso na “Turma do Bate Bola” do dia seguinte, na terça-feira (20), explicando que a declaração se tratava apenas de uma brincadeira – e ainda criticou o patrulhamento nas redes sociais.

“Fizemos uma quase brincadeira dizendo que o Atlético, para cercar os passos fora de campo de Cazares, teria de colocar uma tornozeleira eletrônica nele. Viralizou nas redes sociais de uma maneira, falando de racismo. Nada disso”, afirmou.

“Rede social exerce um patrulhamento impressionante em cima de opinião, da notícia. Tudo vira uma crítica, uma distorção dos fatos”, complementou Carneiro, que em seguida ironizou mais uma vez o comportamento do equatoriano, pela fama de vida pouca regrada fora dos campos desde que desembarcou em Belo Horizonte, em 2016.

“O Cazares jamais seria criticado aqui, mesmo porque ele é um exemplo de profissional e dedicação dentro e fora de campo”, concluiu. A Itatiaia disse que não iria se pronunciar mais sobre o caso.